sábado, 6 de fevereiro de 2010

A Lógica dos Bêbados

É, basta apenas um não tão pequeno excesso de álcool para que venha a tona fermatas do passado. Histórias com seu fundo de verdade, mas que a raiva do cotidiano tornam maiores do que tão somente são.
Depois de certo tempo, ao vibrar nauseante de um móvel quebrado ao canto da sala, perde-se a importância daquela divida que a tia não pagou, ou todas as barbaridades que a língua é capaz de expressar.
Oh, Álcool, tu é realmente capaz de forçar as pessoas a falar tudo o que querem e o que não também. Tens o discurso mais persuasivo, inebriante. Danem-se os sentido, o mais importante é falar. Falar sem parar. Para que entender? Entender é para os sóbrios, os Bêbados devem se expressar. Gritar, Cantar, lembrar de reportagens do tempo do ronca e acusar! Sobretudo criticar, hipocritizar.
À familia resta hematomas. Poucos na tez que se pode regenerar, outros mais profundos, para os quais o tempo não dá trégua.
A língua enrola para os bêbados, mas se solta quando chega a hora da briga, e é sempre impressionante a capacidade de metralhar as mais inapropriadas da língua em um efêmero momento.
MAS EFÊMERA TAMBÉM É A VIDA, PARA QUE DESPERDIÇÁ-LA COM BRIGAS CUJA LÓGICA SOMENTE OS BÊBADOS ENTENDEM?
"See how they run like pigs from a gun See how they fly. I'm crying"

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